O Marie Claire Legados 2026 começou no Rio de Janeiro, em 16 de setembro, com um encontro dedicado à liderança feminina e à transformação de cultura em potência. O projeto terá quatro etapas pelo Brasil, com São Paulo, Brasília e Goiânia como próximas paradas.
No primeiro debate, a estilista Lenny Niemeyer falou sobre como a mulher carioca influenciou os rumos de sua marca de moda praia. Ela disse que a identidade da marca pensa “uma mulher contemporânea, atemporal, que possa estar em qualquer lugar do mundo” e afirmou que o Rio é “um centro de moda”, pela “sofisticação despretensiosa” que a encantou desde que se mudou para a cidade.
Maria Rita Alonso, diretora de redação da Marie Claire, mediou o painel e destacou as influências do Rio nas estampas de Lenny, com referências à natureza, à botânica e à arquitetura modernista. No mesmo encontro, Renata Guaraná, diretora de parcerias da Rock World, lembrou que o Rock in Rio já passou por Espanha, Portugal e Estados Unidos sem tirar o Rio da marca.
“Fomos para Espanha, Portugal, EUA, mas nunca tiramos o Rio da marca”, afirmou Renata. Ela disse ainda que o trabalho da empresa hoje é aprimorar algo que já foi concebido para ser gigante, “para além dos palcos”, incluindo a experiência oferecida e o que as marcas levam junto com o evento.
Coerência, tecnologia e gestão
Luciana Nicola, diretora de Relações Institucionais e Sustentabilidade do Itaú Unibanco, afirmou que, para apoiar projetos, é preciso antes avaliar se eles se conectam com os valores da empresa e quais fornecedores estão sendo fortalecidos. Ela também lembrou a trajetória do Itaú Mulher Empreendedora, programa de apoio a negócios liderados por mulheres no Brasil.
Segundo Luciana, o programa oferece treinamentos práticos sobre organização financeira, marketing digital, liderança e vendas, além de networking, mentorias e troca de experiências entre empresárias. No 13º ano de existência, o projeto passou a mirar também a gestão ampla do negócio e as finanças, depois de ter sido mais focado na criação de redes de apoio entre profissionais.
Renata Guaraná disse que as marcas precisam acompanhar as tecnologias sem abandonar a identidade. “Não é preciso ser tiktoker, mas é necessário entender como funciona essa plataforma”, afirmou. O encontro também tratou da reinvenção do formato de trabalho para atrair e manter jovens conectados, além de programas de treinamento.
Ao fim do painel, Lenny Niemeyer defendeu coerência, ética e dedicação como parte do caminho de quem quer construir uma marca e uma carreira. “Batalhar pelo que se quer, fazer com muita dedicação o que se gosta”, disse.
Fonte: Marie Claire
