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Geledés lança guia para facilitar o acesso de mulheres a políticas de cuidado

O Geledés Instituto da Mulher Negra lançou nesta sexta-feira, 25 de setembro de 2026, o Guia de Acesso a Políticas de Cuidado. A publicação organiza caminhos para que mulheres e outras pessoas que exercem o trabalho de cuidado encontrem documentos, serviços e benefícios do Estado.

Por Pesquisa Voa Mulher22 de outubro de 2026

O Geledés Instituto da Mulher Negra lançou nesta sexta-feira, 25 de setembro de 2026, o Guia de Acesso a Políticas de Cuidado. A publicação reúne orientações simples e didáticas sobre como acessar políticas públicas, incluindo os documentos necessários, os caminhos para abrir conta no portal sougov.br, o acesso ao SUS digital e um resumo das políticas voltadas a cada população.

O material parte da constatação de que o trabalho do cuidado foi historicamente invisibilizado, exaustivo e desvalorizado. O guia afirma que milhões de mulheres, majoritariamente negras e periféricas, sustentam a manutenção da vida e do bem-estar social sem o devido amparo econômico e institucional do Estado.

O conteúdo está organizado em políticas específicas para crianças e adolescentes, pessoas idosas, pessoas com deficiência e trabalhadoras e trabalhadores do cuidado remunerado e não remunerado. Há também uma parte voltada a públicos em situação de vulnerabilidade, como mães-solo e mulheres chefes de família, famílias em extrema pobreza, pessoas em privação de liberdade e seus familiares, parentes de vítimas de feminicídios, populações de comunidades tradicionais, como indígenas e quilombolas, e imigrantes.

Entre os trabalhadores do cuidado remunerado, o guia cita domésticas, babás, cuidadores de idosos ou de pessoas acamadas, além de cuidadores e educadores sociais. No grupo do cuidado não remunerado, entram mulheres que dedicam tempo ao suporte de familiares e vizinhos sem receber contrapartida financeira, como mães, filhas, avós e lideranças comunitárias.

Nilza Iraci, coordenadora de Formação, Cuidado e Emancipação do Geledés, disse que o lançamento deve servir para celebrar conquistas coletivas e refletir sobre caminhos para fortalecer políticas de cuidado que reconheçam as realidades, os saberes e as demandas das mulheres negras. Gallianne Palayret, representante da ONU Mulheres no Brasil, afirmou que as mulheres brasileiras dedicam quase dez horas por semana a mais que os homens ao trabalho de cuidado. Para ela, essas horas deixam de estar disponíveis para estudar, trabalhar e participar da vida pública, razão pela qual a política de cuidado também é uma política de democracia.

A política nacional de cuidados no Brasil foi sancionada em dezembro de 2024. O objetivo é olhar de maneira diferenciada para quem cuida e estruturar medidas como aumento de creches e lares de acolhimento de idosos.

Fonte: Agência Brasil

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