Pular para o conteúdo
Voa Mulher

Órgão do Reino Unido defende direito de trabalhadores saberem salários de colegas para conter disparidade de gênero

A Comissão de Igualdade e Direitos Humanos do Reino Unido recomendou que trabalhadores tenham direito legal de saber quanto colegas recebem, em uma tentativa de reduzir a discriminação salarial, especialmente contra mulheres.

Pesquisa Voa MulherRevista Voa Mulher

Publicada em 3 de novembro de 2026

Órgão do Reino Unido defende direito de trabalhadores saberem salários de colegas para conter disparidade de gênero
Foto: Reprodução/the Guardian

A Comissão de Igualdade e Direitos Humanos do Reino Unido recomendou que trabalhadores tenham direito legal de saber quanto colegas recebem, em uma tentativa de conter a discriminação salarial, especialmente contra mulheres. A proposta foi apresentada em resposta a mudanças que o governo britânico estuda para as leis de igualdade salarial.

O órgão afirma que esse direito à transparência seria acionado quando a pessoa suspeitar que colegas recebem mais por trabalho semelhante. A recomendação também inclui a proibição de que empregadores perguntem sobre o salário anterior de candidatas e candidatos durante processos seletivos. Hoje, empresas podem fazer essa pergunta, embora os candidatos não sejam obrigados a responder.

O que os trabalhadores poderiam pedir

Na proposta, os formulários enviados por trabalhadores aos empregadores deveriam permitir pedidos de informação sobre colegas que façam trabalho semelhante. Isso incluiria salário anual, horas trabalhadas, bônus, horas extras e descrição do cargo.

A comissão também quer que os empregados possam solicitar detalhes sobre avaliações de cargos feitas pelos empregadores, com acesso a faixas salariais, níveis internos, critérios de pontuação e cópias dos registros finais dessas avaliações. Além disso, o trabalhador teria direito de pedir uma classificação de cada pessoa em uma equipe semelhante, com base no salário básico anual e nas horas trabalhadas.

O órgão defende ainda que os empregadores tenham prazo obrigatório para responder. Em sua manifestação, a comissão diz que, sem essa exigência, empresas podem atrasar respostas, apresentar informações evasivas ou simplesmente deixar de responder.

Mulheres no centro da desigualdade salarial

A comissão afirma que ampliar a transparência salarial pode ajudar empresas a evitar tribunais trabalhistas e favorecer a resolução mais cedo de disputas salariais. O órgão também relaciona a medida ao combate ao hiato de gênero no Reino Unido, onde mulheres historicamente ganham menos que homens.

De acordo com o Office for National Statistics, a diferença mediana de remuneração entre homens e mulheres em tempo integral era de 6,8% em abril deste ano. Em setores como o financeiro, essa distância é maior: os índices médio e mediano são de 24% e 22%, respectivamente, o dobro da média nacional das empresas britânicas.

A comissão afirma que uma regra que impeça empregadores de perguntar sobre histórico salarial ou expectativas de remuneração, somada às medidas de transparência propostas, tende a reduzir as disparidades salariais e a discriminação contra mulheres.

Fonte: the Guardian

A revista chega quinzenalmente

Deixe seu e-mail e a próxima edição encontra você, sem que precise voltar aqui procurar.

Ao assinar, você concorda com nossa Política de Privacidade.