A Forbes Brasil publicou em 15 de outubro de 2026 a segunda edição da lista As 100 Mulheres Poderosas do Agro, criada em 2021 para reunir 100 nomes de diferentes regiões, gerações e atividades do agronegócio brasileiro.
A nova seleção foi divulgada no Dia Internacional da Mulher Rural e retoma o levantamento original com uma compreensão ampliada de poder, influência e impacto. A proposta inclui produtoras rurais, pesquisadoras, executivas, empreendedoras e lideranças institucionais, em vez de concentrar a atenção apenas nas posições de maior visibilidade.
Uma curadoria que olha para além da exposição pública
Na construção da edição de 2026, a Forbes distingue três dimensões. Poder é a capacidade de decidir sobre recursos, pessoas, investimentos, estratégias, produção e mercados. Impacto é o efeito concreto dessa atuação na adoção de tecnologia, na expansão de uma atividade econômica, na abertura de mercados ou na transformação de uma cadeia produtiva. Influência, por sua vez, é a capacidade de mobilizar, orientar e levar outras pessoas a agir, sem depender necessariamente de audiência nas redes sociais.
O texto da lista traz exemplos dessa leitura. Uma pesquisadora pode desenvolver tecnologia usada em milhões de hectares sem ocupar cargo executivo. Uma liderança de cooperativa pode alterar condições de produção e comercialização de centenas de famílias sem ganhar projeção nacional. É nessa combinação de alcance, decisão e efeito prático que a seleção se apoia.
O caminho da lista até 2026
Depois da primeira edição, a Forbes passou a investigar recortes específicos da participação feminina no agro. Em 2022, apresentou os 50 Grupos de Mulheres do Agro Brasil. Em 2023, reuniu as 100 Mulheres Doutoras do Agro. Em 2024, destacou as 50 Mulheres que Levam o Agro do Brasil para o Mundo. Em 2025, voltou o olhar para Mulheres da Geração Z, com trajetórias ligadas à sucessão familiar, ao empreendedorismo e às tecnologias digitais.
Na segunda edição da lista original, os nomes aparecem em ordem alfabética, com duas exceções: Nina Plöger, atual presidente do Forbes Mulher Agro, e Helen Jacintho, sua primeira presidente, que participam da construção do grupo nascido a partir da seleção de 2021.
Entre as mulheres destacadas
Entre os nomes citados estão Helen Jacintho, produtora rural e cofundadora do Forbes Mulher Agro; Nina Plöger, economista e presidente do FMA; Adriana Maugeri, que preside a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Florestas Plantadas desde fevereiro de 2024; e Adriana Reis, do Centro de Inovação do Cacau, na Bahia.
A lista também inclui Alessandra Zanotto, reeleita em outubro de 2026 para o biênio 2027-2028 na presidência da Abapa; Amanda Pelizzer Lerin, primeira mulher a integrar a direção do conselho da Cooperativa Vinícola Aurora em 95 anos de história; Amanda Hoch, fundadora da Tilápia Leather; Ana Amélia Paulino, primeira mulher a presidir o Sindicato Rural de Porangatu; e Ana Lúcia de Paula Viana, primeira mulher a ocupar o posto de adida agrícola do Brasil em Washington.
Outros nomes destacados são Ana Maria Soares Valentini, na presidência da Irriganor desde 2025; Ana Paula Losi, presidente-executiva da AIPC; Ana Paula Repezza, primeira mulher a presidir a CropLife Brasil; e Andrea Mesquita, fundadora do Território da Carne. A seleção segue com mulheres que atuam em diferentes elos da cadeia, da produção à pesquisa, da representação setorial ao comércio internacional.
A lista reforça que o agronegócio brasileiro tem mulheres em posições de comando, negociação e inovação, com presença em negócios, instituições e iniciativas que influenciam o campo e a economia rural.
Fonte: Forbes Brasil
