Líderes internacionais reunidos em Nova York discutem a possibilidade de a Organização das Nações Unidas escolher, pela primeira vez em 80 anos, uma mulher como secretária-geral. A pauta aparece no momento em que o secretário-geral António Guterres deixa o cargo e faz um apelo para que a igualdade de gênero avance com mais rapidez.
Em discurso citado na fonte, Guterres afirmou que a organização ainda não selecionou uma mulher para o posto e classificou essa ausência como uma perda de talento e experiência que o mundo já não pode se dar ao luxo de sustentar. Ele também disse que a igualdade de gênero é central para crescimento econômico, paz e segurança, resiliência climática, inovação tecnológica e o futuro do multilateralismo e do desenvolvimento sustentável.
Guterres afirmou ainda que os ganhos conquistados pelas mulheres estão sob pressão, que os direitos das mulheres são desafiados e que o espaço cívico está encolhendo. No mesmo discurso, disse que, no ritmo atual, levará 171 anos para alcançar a igualdade de gênero, e defendeu que o período até 2030 exige aceleração.
Na mesma semana, a diretora executiva da ONU Mulheres destacou o papel da agência em transformar compromissos globais em progresso nacional e mudanças concretas na vida de mulheres e meninas. Ela afirmou que mais mulheres entraram na liderança política, ganharam oportunidade econômica e tiveram acesso a proteção, justiça e apoio após violência.
A discussão sobre a chefia da ONU se soma a outros dados citados no material, que mostram mulheres ainda sub-representadas em todos os níveis de decisão no mundo. A mensagem que atravessa esses números é direta: quando mulheres chegam à liderança, a chance de políticas sensíveis a gênero ganhar prioridade aumenta, assim como a cobrança por instituições mais responsáveis.
Fonte: Ms. Magazine



